sexta-feira, 15 de julho de 2011

Hurt

Well, i hurt myself today. I don't know if someone cares, but i want to write to make it easier. Sorry about my english.
I hurt myself because i'm very sad and desperate. I'm lonely everyday and nobody seems to notice that i'm broken and hurt. I cut myself and burned my skin with cigarettes, i'm not proud of what i've done, but i couldn't control my anger and the pain inside me.
I don't have many friends here, my family don't know what happens to me. She doesn't likes me and my heart is broken. The worst thing is that i'm too depressed to do anything about it, i can't even think straight and i can't see a soluction. I change the medications, go out sometimes to take a breath, then nothing happens. I go back home and try to sleep. Always tired, always trying to cry.
Nobody listens to me, looks like i'm invisible. I don't want to die, i just want to find a reason to live. I want to live a normal life. Make friends, find a girlfriend, do anything everybody does. But it think about killing myself sometimes. I can't avoid this evil thoughts.
I want to be someone i can't be, have something i can never have. It's so sad.
If only i could be someone special to anyone... if only i could be a better person... But i can't, i'm not strong enough to deal that i'm always going to be different, ugly and weird.
I wish i was beautiful, interesting and happy, but i'm not. that's it.
I'm sorry about that, but it's what i feel... Was very hard for me to write this text... I need some help to help myself.

I don't know if someone cares, if you do, let me know...
I'm desperate and hopeless... 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Love, hate, love

21 anos de solidão, carência e amargura. Bem, essa não é a vida que escolhi pra mim, obviamente, mas é a infeliz realidade. Tenho tentado me livrar das amarras que a vida me trouxe, mas isso se torna impossível ao perceber que estou fadado ao esquecimento. Estou no fundo do poço e preciso de asas para voltar à superfície.
Uma negação. Um coração partido, em frangalhos. Eu tentei, juro que dei o melhor de mim, mas não foi o suficiente. Agora, a Morte se aproxima cada vez mais, como num presságio, num suspiro noturno que chega até mim, antes de eu ir dormir.
Daí eu olho no espelho e vejo a pessoa baixa, feia, sem atrativos e sempre sozinha, como outrora me disseram.
Eu não sou um gênio, sou cheio de limitações e impedimentos, mas sou humano e tenho sentimentos intensos, gostaria de receber ao menos um sinal verde para ter a vida que eu sempre quis. Porém, por mais que eu seja a pessoa mais baixa  do mundo, não tenho direito de viver?
Vejo que a maioria das pessoas já encontrou um caminho e estão felizes, acompanhadas. As que não estão, já tiveram ao menos a oportunidade. Eu só queria a oportunidade, a experiência, a chance de mostrar o meu valor e dizer: eu existo. Essa oportunidade nunca me foi concedida. Todos negam antes mesmo de dar a primeira chance de mostrar que eu me importo com a  determinada pessoa mais que muitos irão se importar.
Uma coisa eu sempre aprendi: querer não é poder. Eu quero coisas que nunca pude ter. Uma pessoa. Não é pedir muito, mas ninguém sequer me olha, sou apenas o estranho, o "cara bacana", nunca "a pessoa certa".
Às vezes, eu gostaria de ter nascido noutro corpo, numa pessoa mais atrativa, mais cativante e mais confiante.
Sou assim e quero, ao menos, uma oportunidade de poder deixar de ser o lobo solitário e me tornar completo, ser admirado, ser amado para amar de volta, ser reconhecido pelos meus esforços e receber o afeto que tanto quis.
Mas tudo me foi negado com uma palavra cruel de três letras garrafais. Um NÃO que mutilou (e continua mutilando) meu coração como milhares de flechas em chamas atiradas por uma besta.
Por que não me dar uma oportunidade de ter uma experiência que nunca tive, mas sempre quis ter? Por que as aparências e a superficialidade sempre ficam em primeiro plano? Por que eu tenho que ser sozinho e ninguém se importa? Por que?

O amor se torna ódio. O ódio de não conseguir amor cresce como um câncer maligno em desenvolvimento. Eu sinto tomar conta da minha alma. O ódio se torna amor de novo, ao encontrar uma nova pessoa, mas o platônico, o inalcançável, faz com que o amor se torne o ódio da frustração e assim por diante. É  um ciclo vicioso, impondo a lei do eterno retorno.

Não sou nada e é isso que me convém. A frase piegas "ninguém me ama, ninguém me quer" realmente é a minha realidade que eu não quero e que me faz sofrer dia após dia, noite após noite. Espero por um anjo que nunca veio me salvar e, hoje, percebo que anjos não existem. A morte existe e, se é isso que querem, é isso que terão.

Bem, sangrei essas palavras com todo o meu coração machucado para ser, ao menos, notado. Não sou especial, mas se me dessem uma brecha, talvez, eu poderia ser e me sentir especial uma vez na vida.

De volta à escuridão. Au revoir.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ela faz cinema...

Nunca fui muito fã de Chico Buarque (podem me xingar...), mas ao ouvir sua música, percebo que ele tem toda a razão ao colocar suas palavras tão bem pensadas para passar uma verdade absoluta para mim.
Sei que ela pode ser mil, mas não existe outra igual. Ela é a tal.
Não existe outra possoa no mundo que passe uma sensação tão boa e, ao mesmo tempo, tão ruim. Um verdadeiro mistério que eu gostaria de descobrir.
Talvez nem me queira bem, porém faz um bem que ninguém me faz. Quando ela passa, toda de preto e dotada de uma elegância muto cativante. Ela nunca me deu respaldo. Eu amei, mas nunca disse "eu te amo". Não é apenas um amor platônico, um mistério. Ela passa um ar de "missão impossível", mesmo sem dizer uma palavra sequer.
Parece uma brincadeira de um Deus que não existe, para me ver desejar e sofrer por algo que eu nunca saberei se era pra ser.
Falar sobre Ingmar Bergman, Pedro Almodovar, Woody Allen... simplesmente magnifico. Tudo isso acompanhado de um olhar único, uma visão de mundo diferenciada e uma voz suave num vento de outono.
Eu sempre te vejo e não te conheço, agora eu vejo e não vejo. Vejo ela em todos os rostos quando ela não está por perto. Ela some e, quando reaparece, parece que meu coração acelera tanto que chega a parar de bater por alguns segundos, como se aplaudisse a presença tão adorável dela.
A solidão faz com que eu me sinta perdido, vendo sozinho um filme mudo preto-e-branco num cinema cheio de gente vazia. Queria que o tempo parasse só no instante que eu tive a oportunidade de falar com ela, mas o tempo é cruel. Eu nunca mais terei aquele tempo de volta pra mim. Mesmo assim, eu amei ela com todas as minhas forças (e fraquezas). Sempre amei demais. Amo até a silhueta dela, que se apaga com o apagar das luzes num palco de madeira, o teatro da vida numa tela de cinema.
É preciso reconhecer, foi tudo errado. Não era minha e não era pra ser, mesmo cultivando uma esperança morimbunda, eu sei que ela nunca será minha. Ela é do cinema. Ela faz o cinema acontecer.
Ela é assim, nunca será de ninguém, porém eu não sei viver sem. C'est la vie.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O sentido da vida e a vida sentida

Quando a tela de sua vida anda repetitiva e em preto-e-branco, é preciso descobrir novos meios de colorí-la e dar novas seqüencias à ela. Sim, preciso de novas emoções e a vida não anda pra frente, mas sempre existe aquela esperança mínima de que as coisas irão melhorar e que algo novo irá causar a mudança tão esperada. Essa esperança é uma engrenagem, quase enferrujada, que precisa ser polida diariamente, mesmo sendo um trabalho muito difícil e pesado.
Um dia, o pote de ouro no fim do arco-íris tem que ser encontrado. Mesmo se não existir algo assim, é preciso encontrar o sentido da vida! Sim, o sentido da vida, parafraseando o fantástico Monty Phyton.
Mas qual seria esse misterioso sentido da vida? Até então, desconheço o sentido da minha (a definição é algo singular e pessoal), mas acredito que o sentido, num âmbito geral, da vida seja, justamente, a busca incessante pela resposta em si. 
Agora, algo que ultimamente não ocorre, é a vida sentida. As pessoas, inclusive eu, andam num mundo repleto de prazos e de individualismo, fazendo com que a vida não seja devidamente aproveitada. A vida só é vida se recheada de emoções, boas e ruins. A vida anda morta nos dias de hoje... Culpa de nós mesmos? Culpa do sistema e da sociedade? Culpa de Deus (se é que ele existe)?
Não há respostas fáceis, mas são respostas que nós podemos criar, subjetivamente, para tornar nossos intermináveis questionamentos, ao menos, solucionáveis. Fica mais cômodo e mais prático arrumarmos soluções na nossa cabeça, mesmo se forem irreais.
A verdade é que talvez nunca encontremos o sentido da vida, mas podemos sentir que é possível decifrar o enigma da esfinge antes que ela nos devore. Aliás, precisamos sentir a vida para darmos um sentido a ela.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tarde de chuva

Era uma tarde chuvosa de outono.
As plantas estavam devidamente molhadas. As pessoas estavam com pressa. Nada de "oi" ou "como vai?".
Ninguém ousava dividir seu guarda-chuva, comprado na base desespero. A irritação por ter gasto dez reais num mero guarda-chuva davam um ar arrogante para pessoas simples, que apenas não tiveram um dia mais fortuito.
Algumas pessoas se foram no meio do aguaceiro, com os cabelos encharcados e com a cabeça úmidecida, porém não menos esquentada, por conta de um dia tenebroso. Muito trabalho e pouca diversão, soma-se isso com a chuva.
"Ah, não vou gastar com guarda-chuva, meu dia já foi uma merda mesmo... chegando em casa tomo um banho". Provavelmente, se pudessemos ler pensamentos, algo parecido com isso apareceria na mente de uma dessas várias pessoas encharcadas.
De repente, no meio do céu acinzentado, aparece um brilho no céu. Ninguém repara, pois as nuvens negras que rodeiam a cabeça dos indíviduos fazem com que a luz seja ofuscada. Mas ela está lá.
O sol surge no meio do clima chuvoso, um arco-íris corta o céu como uma pincelada colorida no meio de um quadro bem negro. O pote de ouro não está no fim do arco-íris, e sim, está no próprio arco, que embeleza a cidade e, infelizmente, passa despercebido pela maioria das pessoas, preocupadas com suas vidas miseráveis.
"Sol e chuva, casamento de viúva", diz uma senhora solitária da janela do quinto andar de um prédio. Nenhuma viúva se casou naquela tarde, pois a Igreja estava servindo de "abrigo" para pessoas desprotegidas que, impacientemente, esperavam o sol raiar de vez e tomar o lugar das nuvens escuras.
O que aconteceu, foi exatamente o oposto. Às 16 horas, o pouco sol que ainda havia saiu por completo, o vento carregava as finas gotas de água com mais intensidade. Um relâmpago cai, ouve-se um estrondo seguido por um feixe de luz. "O tempo está doido", esbravejou o dono da banca, no momento em que as luzes se apagaram por um problema na fiação.
O medo e o desespero tomou conta da cidade à luz de velas, pois já estava escuro, mesmo sendo de tarde, e gatunos poderiam se aproveitar do mau tempo e causar algum dano aos moradores.
Foi entediante, mas a chuva cessou e as luzes voltaram em pouco menos de uma hora. O tempo limpou de vez e as pessoas aproveitaram para terminar seus serviços o mais breve possível para voltar para casa sãos e secos (pelo menos, os que se "salvaram" do aguaceiro, pois os outros queriam mesmo é ir pra casa e tomar um banho quente).
18 horas e as pessoas estavam indo embora de seus trabalhos. Continuavam sem dizer "oi" ou "como vai você?". Não é um clima bom ou ruim que vai mudar o âmago das pessoas que andam cada vez mais individualistas. Humanos geralmente são assim, com sol ou chuva (ainda bem que existe a exceção, os poucos e bons que não olham apenas para seu próprio umbigo).
E o amanhã? O amanhã ninguém sabe. Pode ser igual a hoje, pode ser um dia único. Ninguém sabe. A única coisa que foi comum a todos da cidade no dia de hoje é que foi uma tarde chuvosa de outono.
 

Urso Bipolar

Eu sou o desespero de um espírito sem freio
que avança no sinal amarelo e no vermelho
mas pára no verde só pra ser do contra
e finge que não é de sua conta...

Aquele sorriso amarelo no escuro
Sem brilho, sem o menor escrúpulo
É bonito de se ver, mesmo sendo feio
A indencência não precisa de espelho

No meio da merda, existe a beleza
Beleza é muito mais que aparência
Não é bom nem ruim, é mais ou menos
Afinal, quem não sente desespero?

Não sei quem eu sou, todo dia eu sou gente
Mas eu não sou eu todo dia, todo dia é diferente
Nada mais do que eu, mas muito menos do que você imagina
Por que você não vai ver se eu estou lá na esquina?

De manhã bem, de noite mal à pior
O azulejo refleto o que sinto de melhor
Nada sei sobre o que eu deveria saber
Querer não é poder, pra morrer se tem que viver

Um dia sim, uma noite não
Acordo na cama, durmo no chão
De vez em quando a sobriedade de ser enche o saco
Inconstância num curto tempo e espaço

domingo, 10 de abril de 2011

Procrastinação desenfreada

Deixo o amanhã para o amanhã
Amores, sabores, direitos e deveres
Tudo fica para o dia do amanhã
Aquele fatídico dia que nunca vem

Sempre haverá amanhã enquanto se vive
Mas mesmo assim, o amanhã nunca chega
É sempre assim, todo dia é assim
E sempre será, se nada mais começa

Acendo um, apago outro
Gasto mais uma noite olhando pela janela
Luzes parecidas com pequenos pontos
A mesma casa, a mesma cela

Medo de sair, receio de voltar
Prefiro dormir e não pensar em nada
Problemas vem sempre para ficar
Desistir não significa parar para repensar

Na TV a tela escura que reflete meu olhar
Sei que devia fazer hoje o que é de hoje
A cadeira gira, como um peão à rodar
Insistindo para que eu deixe tudo pra depois

Um depois que nunca vem... e nunca veio.