quarta-feira, 11 de maio de 2011

Urso Bipolar

Eu sou o desespero de um espírito sem freio
que avança no sinal amarelo e no vermelho
mas pára no verde só pra ser do contra
e finge que não é de sua conta...

Aquele sorriso amarelo no escuro
Sem brilho, sem o menor escrúpulo
É bonito de se ver, mesmo sendo feio
A indencência não precisa de espelho

No meio da merda, existe a beleza
Beleza é muito mais que aparência
Não é bom nem ruim, é mais ou menos
Afinal, quem não sente desespero?

Não sei quem eu sou, todo dia eu sou gente
Mas eu não sou eu todo dia, todo dia é diferente
Nada mais do que eu, mas muito menos do que você imagina
Por que você não vai ver se eu estou lá na esquina?

De manhã bem, de noite mal à pior
O azulejo refleto o que sinto de melhor
Nada sei sobre o que eu deveria saber
Querer não é poder, pra morrer se tem que viver

Um dia sim, uma noite não
Acordo na cama, durmo no chão
De vez em quando a sobriedade de ser enche o saco
Inconstância num curto tempo e espaço

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