Nunca fui muito fã de Chico Buarque (podem me xingar...), mas ao ouvir sua música, percebo que ele tem toda a razão ao colocar suas palavras tão bem pensadas para passar uma verdade absoluta para mim.
Sei que ela pode ser mil, mas não existe outra igual. Ela é a tal.
Não existe outra possoa no mundo que passe uma sensação tão boa e, ao mesmo tempo, tão ruim. Um verdadeiro mistério que eu gostaria de descobrir.
Talvez nem me queira bem, porém faz um bem que ninguém me faz. Quando ela passa, toda de preto e dotada de uma elegância muto cativante. Ela nunca me deu respaldo. Eu amei, mas nunca disse "eu te amo". Não é apenas um amor platônico, um mistério. Ela passa um ar de "missão impossível", mesmo sem dizer uma palavra sequer.
Parece uma brincadeira de um Deus que não existe, para me ver desejar e sofrer por algo que eu nunca saberei se era pra ser.
Falar sobre Ingmar Bergman, Pedro Almodovar, Woody Allen... simplesmente magnifico. Tudo isso acompanhado de um olhar único, uma visão de mundo diferenciada e uma voz suave num vento de outono.
Eu sempre te vejo e não te conheço, agora eu vejo e não vejo. Vejo ela em todos os rostos quando ela não está por perto. Ela some e, quando reaparece, parece que meu coração acelera tanto que chega a parar de bater por alguns segundos, como se aplaudisse a presença tão adorável dela.
A solidão faz com que eu me sinta perdido, vendo sozinho um filme mudo preto-e-branco num cinema cheio de gente vazia. Queria que o tempo parasse só no instante que eu tive a oportunidade de falar com ela, mas o tempo é cruel. Eu nunca mais terei aquele tempo de volta pra mim. Mesmo assim, eu amei ela com todas as minhas forças (e fraquezas). Sempre amei demais. Amo até a silhueta dela, que se apaga com o apagar das luzes num palco de madeira, o teatro da vida numa tela de cinema.
É preciso reconhecer, foi tudo errado. Não era minha e não era pra ser, mesmo cultivando uma esperança morimbunda, eu sei que ela nunca será minha. Ela é do cinema. Ela faz o cinema acontecer.
Ela é assim, nunca será de ninguém, porém eu não sei viver sem. C'est la vie.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O sentido da vida e a vida sentida
Quando a tela de sua vida anda repetitiva e em preto-e-branco, é preciso descobrir novos meios de colorí-la e dar novas seqüencias à ela. Sim, preciso de novas emoções e a vida não anda pra frente, mas sempre existe aquela esperança mínima de que as coisas irão melhorar e que algo novo irá causar a mudança tão esperada. Essa esperança é uma engrenagem, quase enferrujada, que precisa ser polida diariamente, mesmo sendo um trabalho muito difícil e pesado.
Um dia, o pote de ouro no fim do arco-íris tem que ser encontrado. Mesmo se não existir algo assim, é preciso encontrar o sentido da vida! Sim, o sentido da vida, parafraseando o fantástico Monty Phyton.
Mas qual seria esse misterioso sentido da vida? Até então, desconheço o sentido da minha (a definição é algo singular e pessoal), mas acredito que o sentido, num âmbito geral, da vida seja, justamente, a busca incessante pela resposta em si.
Agora, algo que ultimamente não ocorre, é a vida sentida. As pessoas, inclusive eu, andam num mundo repleto de prazos e de individualismo, fazendo com que a vida não seja devidamente aproveitada. A vida só é vida se recheada de emoções, boas e ruins. A vida anda morta nos dias de hoje... Culpa de nós mesmos? Culpa do sistema e da sociedade? Culpa de Deus (se é que ele existe)?
Não há respostas fáceis, mas são respostas que nós podemos criar, subjetivamente, para tornar nossos intermináveis questionamentos, ao menos, solucionáveis. Fica mais cômodo e mais prático arrumarmos soluções na nossa cabeça, mesmo se forem irreais.
A verdade é que talvez nunca encontremos o sentido da vida, mas podemos sentir que é possível decifrar o enigma da esfinge antes que ela nos devore. Aliás, precisamos sentir a vida para darmos um sentido a ela.
Um dia, o pote de ouro no fim do arco-íris tem que ser encontrado. Mesmo se não existir algo assim, é preciso encontrar o sentido da vida! Sim, o sentido da vida, parafraseando o fantástico Monty Phyton.
Mas qual seria esse misterioso sentido da vida? Até então, desconheço o sentido da minha (a definição é algo singular e pessoal), mas acredito que o sentido, num âmbito geral, da vida seja, justamente, a busca incessante pela resposta em si.
Agora, algo que ultimamente não ocorre, é a vida sentida. As pessoas, inclusive eu, andam num mundo repleto de prazos e de individualismo, fazendo com que a vida não seja devidamente aproveitada. A vida só é vida se recheada de emoções, boas e ruins. A vida anda morta nos dias de hoje... Culpa de nós mesmos? Culpa do sistema e da sociedade? Culpa de Deus (se é que ele existe)?
Não há respostas fáceis, mas são respostas que nós podemos criar, subjetivamente, para tornar nossos intermináveis questionamentos, ao menos, solucionáveis. Fica mais cômodo e mais prático arrumarmos soluções na nossa cabeça, mesmo se forem irreais.
A verdade é que talvez nunca encontremos o sentido da vida, mas podemos sentir que é possível decifrar o enigma da esfinge antes que ela nos devore. Aliás, precisamos sentir a vida para darmos um sentido a ela.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Tarde de chuva
Era uma tarde chuvosa de outono.
As plantas estavam devidamente molhadas. As pessoas estavam com pressa. Nada de "oi" ou "como vai?".
Ninguém ousava dividir seu guarda-chuva, comprado na base desespero. A irritação por ter gasto dez reais num mero guarda-chuva davam um ar arrogante para pessoas simples, que apenas não tiveram um dia mais fortuito.
Algumas pessoas se foram no meio do aguaceiro, com os cabelos encharcados e com a cabeça úmidecida, porém não menos esquentada, por conta de um dia tenebroso. Muito trabalho e pouca diversão, soma-se isso com a chuva.
"Ah, não vou gastar com guarda-chuva, meu dia já foi uma merda mesmo... chegando em casa tomo um banho". Provavelmente, se pudessemos ler pensamentos, algo parecido com isso apareceria na mente de uma dessas várias pessoas encharcadas.
De repente, no meio do céu acinzentado, aparece um brilho no céu. Ninguém repara, pois as nuvens negras que rodeiam a cabeça dos indíviduos fazem com que a luz seja ofuscada. Mas ela está lá.
O sol surge no meio do clima chuvoso, um arco-íris corta o céu como uma pincelada colorida no meio de um quadro bem negro. O pote de ouro não está no fim do arco-íris, e sim, está no próprio arco, que embeleza a cidade e, infelizmente, passa despercebido pela maioria das pessoas, preocupadas com suas vidas miseráveis.
"Sol e chuva, casamento de viúva", diz uma senhora solitária da janela do quinto andar de um prédio. Nenhuma viúva se casou naquela tarde, pois a Igreja estava servindo de "abrigo" para pessoas desprotegidas que, impacientemente, esperavam o sol raiar de vez e tomar o lugar das nuvens escuras.
O que aconteceu, foi exatamente o oposto. Às 16 horas, o pouco sol que ainda havia saiu por completo, o vento carregava as finas gotas de água com mais intensidade. Um relâmpago cai, ouve-se um estrondo seguido por um feixe de luz. "O tempo está doido", esbravejou o dono da banca, no momento em que as luzes se apagaram por um problema na fiação.
O medo e o desespero tomou conta da cidade à luz de velas, pois já estava escuro, mesmo sendo de tarde, e gatunos poderiam se aproveitar do mau tempo e causar algum dano aos moradores.
Foi entediante, mas a chuva cessou e as luzes voltaram em pouco menos de uma hora. O tempo limpou de vez e as pessoas aproveitaram para terminar seus serviços o mais breve possível para voltar para casa sãos e secos (pelo menos, os que se "salvaram" do aguaceiro, pois os outros queriam mesmo é ir pra casa e tomar um banho quente).
18 horas e as pessoas estavam indo embora de seus trabalhos. Continuavam sem dizer "oi" ou "como vai você?". Não é um clima bom ou ruim que vai mudar o âmago das pessoas que andam cada vez mais individualistas. Humanos geralmente são assim, com sol ou chuva (ainda bem que existe a exceção, os poucos e bons que não olham apenas para seu próprio umbigo).
E o amanhã? O amanhã ninguém sabe. Pode ser igual a hoje, pode ser um dia único. Ninguém sabe. A única coisa que foi comum a todos da cidade no dia de hoje é que foi uma tarde chuvosa de outono.
As plantas estavam devidamente molhadas. As pessoas estavam com pressa. Nada de "oi" ou "como vai?".
Ninguém ousava dividir seu guarda-chuva, comprado na base desespero. A irritação por ter gasto dez reais num mero guarda-chuva davam um ar arrogante para pessoas simples, que apenas não tiveram um dia mais fortuito.
Algumas pessoas se foram no meio do aguaceiro, com os cabelos encharcados e com a cabeça úmidecida, porém não menos esquentada, por conta de um dia tenebroso. Muito trabalho e pouca diversão, soma-se isso com a chuva.
"Ah, não vou gastar com guarda-chuva, meu dia já foi uma merda mesmo... chegando em casa tomo um banho". Provavelmente, se pudessemos ler pensamentos, algo parecido com isso apareceria na mente de uma dessas várias pessoas encharcadas.
De repente, no meio do céu acinzentado, aparece um brilho no céu. Ninguém repara, pois as nuvens negras que rodeiam a cabeça dos indíviduos fazem com que a luz seja ofuscada. Mas ela está lá.
O sol surge no meio do clima chuvoso, um arco-íris corta o céu como uma pincelada colorida no meio de um quadro bem negro. O pote de ouro não está no fim do arco-íris, e sim, está no próprio arco, que embeleza a cidade e, infelizmente, passa despercebido pela maioria das pessoas, preocupadas com suas vidas miseráveis.
"Sol e chuva, casamento de viúva", diz uma senhora solitária da janela do quinto andar de um prédio. Nenhuma viúva se casou naquela tarde, pois a Igreja estava servindo de "abrigo" para pessoas desprotegidas que, impacientemente, esperavam o sol raiar de vez e tomar o lugar das nuvens escuras.
O que aconteceu, foi exatamente o oposto. Às 16 horas, o pouco sol que ainda havia saiu por completo, o vento carregava as finas gotas de água com mais intensidade. Um relâmpago cai, ouve-se um estrondo seguido por um feixe de luz. "O tempo está doido", esbravejou o dono da banca, no momento em que as luzes se apagaram por um problema na fiação.
O medo e o desespero tomou conta da cidade à luz de velas, pois já estava escuro, mesmo sendo de tarde, e gatunos poderiam se aproveitar do mau tempo e causar algum dano aos moradores.
Foi entediante, mas a chuva cessou e as luzes voltaram em pouco menos de uma hora. O tempo limpou de vez e as pessoas aproveitaram para terminar seus serviços o mais breve possível para voltar para casa sãos e secos (pelo menos, os que se "salvaram" do aguaceiro, pois os outros queriam mesmo é ir pra casa e tomar um banho quente).
18 horas e as pessoas estavam indo embora de seus trabalhos. Continuavam sem dizer "oi" ou "como vai você?". Não é um clima bom ou ruim que vai mudar o âmago das pessoas que andam cada vez mais individualistas. Humanos geralmente são assim, com sol ou chuva (ainda bem que existe a exceção, os poucos e bons que não olham apenas para seu próprio umbigo).
E o amanhã? O amanhã ninguém sabe. Pode ser igual a hoje, pode ser um dia único. Ninguém sabe. A única coisa que foi comum a todos da cidade no dia de hoje é que foi uma tarde chuvosa de outono.
Urso Bipolar
Eu sou o desespero de um espírito sem freio
que avança no sinal amarelo e no vermelho
mas pára no verde só pra ser do contra
e finge que não é de sua conta...
Aquele sorriso amarelo no escuro
Sem brilho, sem o menor escrúpulo
É bonito de se ver, mesmo sendo feio
A indencência não precisa de espelho
No meio da merda, existe a beleza
Beleza é muito mais que aparência
Não é bom nem ruim, é mais ou menos
Afinal, quem não sente desespero?
Não sei quem eu sou, todo dia eu sou gente
Mas eu não sou eu todo dia, todo dia é diferente
Nada mais do que eu, mas muito menos do que você imagina
Por que você não vai ver se eu estou lá na esquina?
De manhã bem, de noite mal à pior
O azulejo refleto o que sinto de melhor
Nada sei sobre o que eu deveria saber
Querer não é poder, pra morrer se tem que viver
Um dia sim, uma noite não
Acordo na cama, durmo no chão
De vez em quando a sobriedade de ser enche o saco
Inconstância num curto tempo e espaço
que avança no sinal amarelo e no vermelho
mas pára no verde só pra ser do contra
e finge que não é de sua conta...
Aquele sorriso amarelo no escuro
Sem brilho, sem o menor escrúpulo
É bonito de se ver, mesmo sendo feio
A indencência não precisa de espelho
No meio da merda, existe a beleza
Beleza é muito mais que aparência
Não é bom nem ruim, é mais ou menos
Afinal, quem não sente desespero?
Não sei quem eu sou, todo dia eu sou gente
Mas eu não sou eu todo dia, todo dia é diferente
Nada mais do que eu, mas muito menos do que você imagina
Por que você não vai ver se eu estou lá na esquina?
De manhã bem, de noite mal à pior
O azulejo refleto o que sinto de melhor
Nada sei sobre o que eu deveria saber
Querer não é poder, pra morrer se tem que viver
Um dia sim, uma noite não
Acordo na cama, durmo no chão
De vez em quando a sobriedade de ser enche o saco
Inconstância num curto tempo e espaço
domingo, 10 de abril de 2011
Procrastinação desenfreada
Deixo o amanhã para o amanhã
Amores, sabores, direitos e deveres
Tudo fica para o dia do amanhã
Aquele fatídico dia que nunca vem
Sempre haverá amanhã enquanto se vive
Mas mesmo assim, o amanhã nunca chega
É sempre assim, todo dia é assim
E sempre será, se nada mais começa
Acendo um, apago outro
Gasto mais uma noite olhando pela janela
Luzes parecidas com pequenos pontos
A mesma casa, a mesma cela
Medo de sair, receio de voltar
Prefiro dormir e não pensar em nada
Problemas vem sempre para ficar
Desistir não significa parar para repensar
Na TV a tela escura que reflete meu olhar
Sei que devia fazer hoje o que é de hoje
A cadeira gira, como um peão à rodar
Insistindo para que eu deixe tudo pra depois
Um depois que nunca vem... e nunca veio.
Amores, sabores, direitos e deveres
Tudo fica para o dia do amanhã
Aquele fatídico dia que nunca vem
Sempre haverá amanhã enquanto se vive
Mas mesmo assim, o amanhã nunca chega
É sempre assim, todo dia é assim
E sempre será, se nada mais começa
Acendo um, apago outro
Gasto mais uma noite olhando pela janela
Luzes parecidas com pequenos pontos
A mesma casa, a mesma cela
Medo de sair, receio de voltar
Prefiro dormir e não pensar em nada
Problemas vem sempre para ficar
Desistir não significa parar para repensar
Na TV a tela escura que reflete meu olhar
Sei que devia fazer hoje o que é de hoje
A cadeira gira, como um peão à rodar
Insistindo para que eu deixe tudo pra depois
Um depois que nunca vem... e nunca veio.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Depression or sadness?
“People think depression is about being sad. They think it’s just when you ‘feel down’. It’s not. It’s like a darkness that creeps over you and fills you. It drains all your emotions. It takes everything from you, and leaves you feeling hollow and numb. It’s not sadness, it’s not anger, it’s hopelessness. Imagine waking up and there being no colour. Walking outside and feeling no wind. Eating a meal and tasting nothing. Holding someone and feeling completely alone at the same time. When you’re depressed, it’s not a bad mood. It’s a numb, empty, hollowness that seems to never leave. It’s feeling alone in a room full of people. You feel like there’s no hope left.”
“As pessoas acham que a depressão é algo como ficar triste. Elas pensam que é só quando você se sente “pra baixo”. Não é. É como uma escuridão que te rodeia e entra completamente em você. Suga todas as suas emoções. Tira tudo de você e deixa você se sentindo vazio e entorpecido. Não é tristeza, não é raiva, é desesperança. Imagine acordar e não ver as cores. Sair e não sentir o vento. Comer uma refeição e não sentir o gosto. Estar com alguém e se sentir completamente só ao mesmo tempo. Quando você está deprimido, não é um mau humor. É um entorpecimento, um vazio que nunca parece desaparecer. É se sentir só num quarto cheio de pessoas. Você se sente como se não houvesse mais esperança.”
“As pessoas acham que a depressão é algo como ficar triste. Elas pensam que é só quando você se sente “pra baixo”. Não é. É como uma escuridão que te rodeia e entra completamente em você. Suga todas as suas emoções. Tira tudo de você e deixa você se sentindo vazio e entorpecido. Não é tristeza, não é raiva, é desesperança. Imagine acordar e não ver as cores. Sair e não sentir o vento. Comer uma refeição e não sentir o gosto. Estar com alguém e se sentir completamente só ao mesmo tempo. Quando você está deprimido, não é um mau humor. É um entorpecimento, um vazio que nunca parece desaparecer. É se sentir só num quarto cheio de pessoas. Você se sente como se não houvesse mais esperança.”
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
dia/noite dos namorados/solitários
Feliz dia dos namorados. Feliz dia dos desesperados.
Saia com sua companhia. Fique em casa sem alegria.
Compre flores e chocolates. Compre whisky barato e conhaque.
Vá ao parque ou ao cinema. Alugue filmes, veja e reveja.
Olhe nos olhos. Alimente mais o ódio.
Amorosa declaração. Pontada no coração.
Compre um presente caro. Fume mais um cigarro.
Saia para jantar, reseve uma mesa. Peça uma pizza de calabresa.
Jantar à luz de velas. Todas vadias, cadelas.
Mãos dadas e dedos entrelaçados. Pele machucada e punhos cerrados.
Dançando tango no centro do palco. Ouvindo Radiohead chorando no quarto.
Amor é o sentimento mais lindo do mundo. O amor não existe, utopia do mundo.
Viaje muito, não se importe com o dinheiro. Gaste o que tiver num bar ou num puteiro.
Alegria inocente, como se fossem crianças. Nada além de solidão e lembranças.
Paixão pela vida. Dor desapercebida.
Desejo. Medo.
Amor. Rancor.
Empolgação em acordar, a vida parece uma aventura. Depressão na madrugada, feridas que não se curam.
Perseverança. Insegurança.
Motivações para continuar. Pensamentos de se suicidar.
Beleza. Tristeza.
Sorte no jogo do amor. Azar em tudo que sonhou.
Parece um casal daqueles de cinema. Problema, problema e mais problema...
Gentilezas como abrir a porta do carro. Aquele que é sempre só, motivo para os outros tirarem sarro.
Mão discreta no ombro, abraços confortantes. Ninguém pra desabafar, objetos cortantes.
Beijo apaixonado de novela. Carência afetiva e inveja.
Sorrisos sinceros e demasiadamente bonitos. Será que as coisas podem ficar piores que isso?
O mundo é lindo e colorido. Tudo em preto-e-branco e destruído.
Céu azul, grama verde. Sem passado, sem presente.
Almas gêmeas, anjos da guarda. O céu é dos amantes, o inferno te aguarda.
É tão bom ter alguém ao alcance. Nunca teve nem terá alguma chance.
Romance cliché e exagerado. Nunca deram valor, sempre será desprezado.
O amor vai mudar o mundo. Mais um gole no whisky vagabundo.
Data para comemorar a união. Data comercial feita de desilusão.
Cama de casal, amor mútuo. Apartamento frio e esquecido no subúrbio.
Lembranças felizes e expectativas. Diversões baratas e sem alegrias.
A vitalidade de um amor correspondido. Morto, mesmo que ainda esteja vivo.
Olhos brilhantes, coração acelerado. Ainda vão arrepender de não terem valorizado.
O casal unido e apaixonado. O cara sozinho que nunca é notado.
Tenha um feliz dia dos namorados. Tenha um infeliz dia dos namorados.
Saia com sua companhia. Fique em casa sem alegria.
Compre flores e chocolates. Compre whisky barato e conhaque.
Vá ao parque ou ao cinema. Alugue filmes, veja e reveja.
Olhe nos olhos. Alimente mais o ódio.
Amorosa declaração. Pontada no coração.
Compre um presente caro. Fume mais um cigarro.
Saia para jantar, reseve uma mesa. Peça uma pizza de calabresa.
Jantar à luz de velas. Todas vadias, cadelas.
Mãos dadas e dedos entrelaçados. Pele machucada e punhos cerrados.
Dançando tango no centro do palco. Ouvindo Radiohead chorando no quarto.
Amor é o sentimento mais lindo do mundo. O amor não existe, utopia do mundo.
Viaje muito, não se importe com o dinheiro. Gaste o que tiver num bar ou num puteiro.
Alegria inocente, como se fossem crianças. Nada além de solidão e lembranças.
Paixão pela vida. Dor desapercebida.
Desejo. Medo.
Amor. Rancor.
Empolgação em acordar, a vida parece uma aventura. Depressão na madrugada, feridas que não se curam.
Perseverança. Insegurança.
Motivações para continuar. Pensamentos de se suicidar.
Beleza. Tristeza.
Sorte no jogo do amor. Azar em tudo que sonhou.
Parece um casal daqueles de cinema. Problema, problema e mais problema...
Gentilezas como abrir a porta do carro. Aquele que é sempre só, motivo para os outros tirarem sarro.
Mão discreta no ombro, abraços confortantes. Ninguém pra desabafar, objetos cortantes.
Beijo apaixonado de novela. Carência afetiva e inveja.
Sorrisos sinceros e demasiadamente bonitos. Será que as coisas podem ficar piores que isso?
O mundo é lindo e colorido. Tudo em preto-e-branco e destruído.
Céu azul, grama verde. Sem passado, sem presente.
Almas gêmeas, anjos da guarda. O céu é dos amantes, o inferno te aguarda.
É tão bom ter alguém ao alcance. Nunca teve nem terá alguma chance.
Romance cliché e exagerado. Nunca deram valor, sempre será desprezado.
O amor vai mudar o mundo. Mais um gole no whisky vagabundo.
Data para comemorar a união. Data comercial feita de desilusão.
Cama de casal, amor mútuo. Apartamento frio e esquecido no subúrbio.
Lembranças felizes e expectativas. Diversões baratas e sem alegrias.
A vitalidade de um amor correspondido. Morto, mesmo que ainda esteja vivo.
Olhos brilhantes, coração acelerado. Ainda vão arrepender de não terem valorizado.
O casal unido e apaixonado. O cara sozinho que nunca é notado.
Tenha um feliz dia dos namorados. Tenha um infeliz dia dos namorados.
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