http://olhovirtual.wordpress.com/2010/06/10/caminhos/
Caminhos
Caminhos da fé
Caminhos modificados
Caminhos que nos dão tortura
Caminhos que observo
Caminhos arquitetados
Caminhos sublimes, mágicos
Caminhos que alertam
Caminhos que desafiam
Caminhos das águas
Caminhos necessários
Caminhos conquistados, cuidados, planejados, admirados
Caminhos coloridos
Caminhos para conhecer
Caminhadas ousadas
Caminhos incomuns
Caminhos com aplausos
Caminhos livres, leves e soltos
A felicidade ao encontrar seu caminho
Caminhadas alucinantes
Qual será o caminho?
Trabalho de Jornalismo em Web
Texto por Ana Luiza
quinta-feira, 10 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Poema sem fins lucrativos
Os ferimentos que marcam nossas vidas e não cicatrizam são os que mais doem
Mas se eles cicatrizassem eu me sentiria morto por dentro
O coração é despedaçado numa situação tão cotidiana que ninguém repara
E a verdade é que ninguém quer notar justamente por não querer se comprometer
O vento leva a dor pra longe, mas ela volta num instante, não foge
A chuva dá a impressão de que nosso medo é passageiro
Mas ele permanece intenso de tal forma que o coração gela e, mesmo assim, dispara
E como a felicidade estaria presente se eu pudesse deixar de perceber
Ela sai das sombras, nem dá pra sentir o calor pelo pouco tempo que ela esteve aqui
Sofro como alguém que tenta, isso me faz fraco e fere o meu ego
O mundo desaba quando ela vai embora, mas ele não me acolhe de qualquer jeito
Te dou um abraço curto, porém afável, mas você nem sequer sente nada
Algo inalcansável me tornou o que sou hoje, num túnel sem luz no fim
Pele branca como a neve e cabelos negros como a noite fria de inverno
Gostaria de descobrir como eu sinto falta de algo que não tenho
Continuo esperando por uma chance de demonstrar que não sou só uma sombra
A dor é constante e vicía como uma droga, não tem como desistir dela de repente
A vida não tem sentido, mas sinto que é pela sua presença que eu ainda vivo
Eu consigo ver que a única sensação real é a dor de não poder
Mesmo assim ainda respiro e sangro um triste suspiro
Ela tem uma beleza tão intensa que chega a ser quase perfeita, isso me prende
Tento descobrir o que me tornei, desesperadamente, sem sucesso
Como um sol ofuscante ela me intimida, me esfola vivo e me joga fora sem querer
Continuo me afundando na minha perda, sei que esse é o meu destino
Mas se eles cicatrizassem eu me sentiria morto por dentro
O coração é despedaçado numa situação tão cotidiana que ninguém repara
E a verdade é que ninguém quer notar justamente por não querer se comprometer
O vento leva a dor pra longe, mas ela volta num instante, não foge
A chuva dá a impressão de que nosso medo é passageiro
Mas ele permanece intenso de tal forma que o coração gela e, mesmo assim, dispara
E como a felicidade estaria presente se eu pudesse deixar de perceber
Ela sai das sombras, nem dá pra sentir o calor pelo pouco tempo que ela esteve aqui
Sofro como alguém que tenta, isso me faz fraco e fere o meu ego
O mundo desaba quando ela vai embora, mas ele não me acolhe de qualquer jeito
Te dou um abraço curto, porém afável, mas você nem sequer sente nada
Algo inalcansável me tornou o que sou hoje, num túnel sem luz no fim
Pele branca como a neve e cabelos negros como a noite fria de inverno
Gostaria de descobrir como eu sinto falta de algo que não tenho
Continuo esperando por uma chance de demonstrar que não sou só uma sombra
A dor é constante e vicía como uma droga, não tem como desistir dela de repente
A vida não tem sentido, mas sinto que é pela sua presença que eu ainda vivo
Eu consigo ver que a única sensação real é a dor de não poder
Mesmo assim ainda respiro e sangro um triste suspiro
Ela tem uma beleza tão intensa que chega a ser quase perfeita, isso me prende
Tento descobrir o que me tornei, desesperadamente, sem sucesso
Como um sol ofuscante ela me intimida, me esfola vivo e me joga fora sem querer
Continuo me afundando na minha perda, sei que esse é o meu destino
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Crônica do desnorteamento
Acordo sabendo que hoje será um dia igual à todos os outros... olho para um lado, olho pro outro e penso no que posso fazer para mudar, sem respostas. Todos os dias a mesmice de sempre, café, escovo os dentes, almoço, janto, tomo um banho, estudo, escovo os dentes, vou dormir. Sem ninguém com quem contar ou para me ajudar a tomar uma nova direção. Olho para um lado, olho para o outro e penso no porquê disso tudo ser sempre tão igual. Penso em dar uma volta e ver se alguma coisa poderia mudar, sem respostas novamente. A rua cheia de mendigos, pedintes e trabalhadores apressados. Cai uma chuva que me atiça ainda mais a minha reflexão momentânea, porém nada mudou. Chego em casa e olho para um lado, olho para outro e... nada. O novo já não faz parte do meu vocabulário, a rotina acaba enlouquecendo as pessoas e deixando elas normais. Nascemos, sabemos que vamos morrer, mas no meio termo tentamos lutar contra a mesmice. No momento eu perdi a batalha, mas não a guerra. Olho para um lado, olho para outro e penso em como mudar... Para mudar, primeiramente, preciso de outras pessoas para me ajudar, mas estou sózinho em minha casa. Arrumar o que fazer... Não é tão fácil quando não se tem perspectivas. Fico só com essa reflexão. Vou dormir como faço todos os dias, pensando que amanhã será diferente. Não é. Nunca é. A rotina deixa a gente desnorteado e sem ter soluções. Imagino o que será de mim no futuro. Estou desnorteado. Olho para um lado, olho para outro e acordo num amanhã. Quero uma amanhã-amanhã. Recebo um amanhã de ontem, anteontem...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Reflexões indecisas a partir de uma frase
Talvez eu nunca seja o que eu quis... Essa frase lida acidentalmente em algum lugar me fez pensar, será que vale a pena viver e não ser o que sempre quis e não me realizar completamente? Isso me fez pensar outra coisa, entre um gole e outro... O que eu quero ser? Como vou saber se consegui ou não me tornar ou realizar o que eu sempre quis?
Indagado, comecei a criar esses devaneios na minha cabeça e eles parecem se perder no infinito, é uma complexidade tão grande que, ao invés de te trazer conclusões, trazem mais e mais dúvidas.
As pessoas nunca possuem um único objetivo fixo na vida, o que torna tudo mais confuso e complicado. Quando você para pra pensar, você está num mar de dúvidas e sua vida acaba passando despercebida. Quantas oportunidades perdemos e nem damos conta?
Acho que a realização pessoal (um bom emprego, uma boa faculdade, uma namorada, vários amigos, várias realizações "pequenas", etc.) acabam sem receber o merecido valor. Quando esses aspectos recebem esse valor, acredito que a realização pessoal é alcançada. Para ser realizado, é preciso sentir e não almejar coisas inatingíveis e sem resposta.
As coisas seriam mais fáceis se pudessemos ter outras opções e vivessemos numa espécie de "conto de fadas", onde existem opções exatas e perfeitas (empregos não-existêntes, pessoas perfeitas, ninguém é melhor que ninguém, etc.)
Enquanto não consigo me realizar pessoalmente, devo continuar simplesmente vivendo. O Céu ou o Inferno podem esperar até lá.
Indagado, comecei a criar esses devaneios na minha cabeça e eles parecem se perder no infinito, é uma complexidade tão grande que, ao invés de te trazer conclusões, trazem mais e mais dúvidas.
As pessoas nunca possuem um único objetivo fixo na vida, o que torna tudo mais confuso e complicado. Quando você para pra pensar, você está num mar de dúvidas e sua vida acaba passando despercebida. Quantas oportunidades perdemos e nem damos conta?
Acho que a realização pessoal (um bom emprego, uma boa faculdade, uma namorada, vários amigos, várias realizações "pequenas", etc.) acabam sem receber o merecido valor. Quando esses aspectos recebem esse valor, acredito que a realização pessoal é alcançada. Para ser realizado, é preciso sentir e não almejar coisas inatingíveis e sem resposta.
As coisas seriam mais fáceis se pudessemos ter outras opções e vivessemos numa espécie de "conto de fadas", onde existem opções exatas e perfeitas (empregos não-existêntes, pessoas perfeitas, ninguém é melhor que ninguém, etc.)
Enquanto não consigo me realizar pessoalmente, devo continuar simplesmente vivendo. O Céu ou o Inferno podem esperar até lá.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
A história representada por uma animação
Vi uma animação muito interessante no youtube, ela representa de forma simples a história da sociedade capitalista vigente nos dias de hoje. Os 8:33 nos fornecem um ótimo conhecimento, sem diálogos ou embromações, direto ao ponto. A genial representação do "bolo amarelo" como produto principal e as guerras são muito bem retratadas. Sem mais, confiram com os próprios olhos esse primor que é a animação "Yelloy Cake" de Nick Cross.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
É importante, porra!

Então, esse não é um tema de praxe, mas minha veia poética me força involuntariamente a fazer um texto sobre um dos sentimentos mais antigos do homem: o amor.
Alguns dizem que o amor é um sentimento vago (o que, até certo ponto, não deixa de ser verdade, já que é muito mais guiado pela emoção do que pela razão), mas eu penso que ele é um sentimento amplo, até mesmo infinito. Existem inúmeras formas de amor, o convencional, o obsessivo, o platônico (acredito que todos passam por esse ás vezes), o auto-destrutivo, o de amizade, o sutíl, o imprevisível e, até mesmo, o ódio... sim, o ódio. Acredito que o ódio seja uma forma contrária de amor, e o amor não existiria sem o seu oposto e vice-versa.
A definição mais apropriada do amor seria uma relação de afeto intensa ou um vínculo emocional com algo ou alguém.
Simplesmente é algo que vem de dentro de forma inexplicável e involuntária, capaz de te trazer satisfação e/ou sofrimento. Torna uma pessoa completa ou incompleta. Causa calafrios na alma e machuca o coração, ao mesmo tempo que o alimenta, inspirando as pessoas a acordarem todos os dias para seus afazeres, dando um sentido à vida e faz com que as pessoas tracem um objetivo.
Sem o amor não existe vida, muito menos razão para viver. Uma pessoa sem amor é uma pessoa vazia, quase que inexistente. Portanto, uma simples mensagem que é clara como a luz do dia e direta como um soco no estômago, dá sentido à todo esse lenga lenga que escrevi: o amor é importante, porra!
Como diz aquela música dos Beatles, "All You Need Is Love, Love... Love Is All You Need"
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Jeff Buckley - a voz que se perdeu no fundo do rio

O artista Jeffrey Scott Buckley, faria 43 anos daqui a exatamente uma semana... Se ainda estivesse vivo. Jeff Buckley era uma das maiores promessas musicais dos anos 90, era filho do, já consagrado músico, Tim Buckley, conseguiu se promover com o sobrenome e a semelhança física e vocal do pai (mesmo tendo medo disso desde que decidiu ser musico), mas foi não foi só isso que fez com que o jovem Jeff aparecesse na mídia. Dono de uma voz fenomenal, um dom de criar músicas profundas, Jeff acabou fazendo com que as pessoas parecem de perceber que ele era somente “o filho de Tim Buckley”. Para comparar, uma apresentação de Tim Buckley:
Jeff Buckley era bastante incentivado pelo pai, desde cedo, a escutar blues, folk, jazz e outros estilos. Concluiu o colegial já sabendo que gostaria de ser musico. Jeff cantou em 1991 com seu pai num festival e atraiu a atenção do guitarrista Gary Lucas, que o chamou para compor a banda Gods and Monsters, após alguns shows e restes a assinar um contrato, Buckley resolveu abandonar a banda porque ele estava atrás de ambições musicais maiores.
Jeff Buckley começou a se apresentar solo num pequeno bar que ele gostava, chamado Sin-e, ele conquistou o fiel público de lá. Um dos empresários da gravadora Columbia Records viu sua apresentação e resolveu contratá-lo, em 92, para que ele gravasse seu primeiro álbum solo.
O álbum “Grace” foi lançado em 94 e foi muito bem visto pela crítica, artistas de nome, como Robert Plant (que Buckley era fã assumido), porém sua música era muito “suave” e pouco comercial, o que não resultou em boas vendas, mas quem teve a oportunidade de ouvir o álbum, teve a sorte de ouvir músicas como “Mojo Pin”, “Eternal Life” e “So Real”. O cover de “Hallelujah” de Leonard Cohen fez um relativo sucesso (até mesmo um sucesso posterior, a música foi utilizada inclusive na animação "Shrek").
Jeff também gravou alguns videoclipes desse álbum, como "Forget Her" e "So Real". Um dos mais conhecidos é "Grace", música homônima ao álbum. Abaixo um vídeo dele tocando essa música ao vivo.
Link para o clipe: http://www.youtube.com/watch?v=siNsgbIWhAQ&feature=channel
A gravadora pressionou Jeff a fazer um disco de estúdio mais comercial em 96, mas a teimosia prevaleceu e Jeff mudou de produtor. Após gravar algumas músicas, Jeff Buckley ficou insatisfeito com o resultado e continuou a gravar musicas para o disco que seria intitulado “My Sweetheart the Drunk”. Prestes a encerrar as gravações em maio de 97, Jeff Buckley decidiu nadar no rio Wolf, como fazia habitualmente, cantando Whole Lotta Love do Led Zeppelin. No dia 27, helicópteros sobrevoavam o rio em busca de um corpo desaparecido, que foi levado pelas correntezas. Acharam Jeff uma semana depois, perto do rio Mississipi. Ele tinha 3o anos de idade, e só teve três anos em atividade como músico aparecendo na mídia.
Para a decepção dos “jornalistas” sensacionalistas, não foi constatado o uso de drogas (ilícitas e lícitas) antes dele ir nadar, foi considerado uma morte por afogamento acidental. Um disco duplo póstumo foi lançado com as músicas que foram gravadas para o segundo cd de estúdio, apenas modificaram o nome para “Sketches for my Sweetheart the Drunk”. Curiosamente, o nome da primeira faixa do disco 2 é intitulada “Nightmares by the Sea” (pesadelos pelo mar) e termina com um cover da música folk “Satisfied Mind”, que dizia no refrão I'll leave this old world with a satisfied mind (deixarei este mundo com uma mente satisfeita).
A música de Jeff continua influenciando bandas e ganhando fãs após sua morte. Esse é apenas mais um dos grandes artistas que poderia ter feito muito mais se estivesse ainda entre nós. Para finalizar, nada melhor que uma apresentação ao vivo da música que fecha o álbum "Grace", intitulada "Dream Brother", para se ter uma noção de como sua presença de palco e sua voz eram intensas e marcantes.
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