Ah, a saudade... é um sentimento engraçado se não fosse trágico, pelo menos no contexto em que ela se encaixa.
Pessoas vem e vão, mas e se no caso for uma pessoa especial, que você não vê já à algumas semanas e sabe que em pouco tempo ela pode simplesmente ir embora... e pior, e se essa pessoa não sentir a falta de você com a mesma intensidade, ou sequer sentir sua falta. Sair assim sem ao menos se despedir, sem escutar o que eu tenho pra dizer ou dar um último abraço. Você sente como se não existisse, se tornando invisível, não mais um ser humano, mas algo que desapareceu e esqueceram de se dar conta, como um objeto sem relevância, mas pessoas não são como um doce que você já enjoou, empurra o prato e diz "não quero mais".
A invisibilidade no caso pode ser uma mera desculpa para a timidez, a insegurança e a fobia social, mas também pode ser uma vergonha que te impede de demonstrar claramente que você sente a falta de alguém. Aí aparece um certo platonismo que te impede por completo, como se surgisse uma muralha impenetrável de concreto bem na sua frente. Muitos diriam que nesse momento seu coração é destroçado por uma flecha certeira, eu discordo, o coração é um órgão vital, e desilusões não matam e sim, te fazem sofrer. O que se perde é algo quase tão irreparável quanto isso, parece que uma parte importante de você é tirada pra sempre. A mente não funciona mais como antes, a auto-estima cai e você se sente debilitado como um paciente terminal.
Eu me pergunto, o que fazer? Como marcar a vida de alguém sob esse pretexto e fazer ela sentir sua falta e te considerar alguém importante?
Enquanto essa pergunta não é devidamente respondida, a vida continua... não como antes, mas ela continua...
e só vai parar, aí sim, quando o coração deixar de bater.
sábado, 11 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Untitled
Estou meio cansado de procrastinar e decidi escrever alguma coisa qualquer aqui.
Muito tempo me consome pensando em coisas ao acaso, simplesmente viajando nos meus próprios pensamentos e devaneios. As pessoas me chamam a atenção, todas são estranhas. Gostaria de saber o que elas estão realmente pensando, quais seus sentimentos e suas ambições, mas ultimamente todas são tão iguais (sem conhece-las, logicamente), seguindo sempre a mesma tendência, todas com roupas da moda, sempre com pressa, sem aceitar o diferente, etc, etc e tal.
Algo que eu realmente queria visualizar é seus sentimentos reais e angústias, como observamos nos cachorros ao abanar o rabo demonstrando animação. A vida seria mais simples se soubéssemos o que as pessoas pensam sobre você. Já errei demais por não ter essa capacidade, ultimamente ando apenas errando e a única previsão que tenho é que vou errar ainda muitas vezes até acertar... isso, claro, se acertar...
Após essa "filosofia de botiquim" vou tomar meus florais de Bach e pensar em algo melhor pra escrever
Muito tempo me consome pensando em coisas ao acaso, simplesmente viajando nos meus próprios pensamentos e devaneios. As pessoas me chamam a atenção, todas são estranhas. Gostaria de saber o que elas estão realmente pensando, quais seus sentimentos e suas ambições, mas ultimamente todas são tão iguais (sem conhece-las, logicamente), seguindo sempre a mesma tendência, todas com roupas da moda, sempre com pressa, sem aceitar o diferente, etc, etc e tal.
Algo que eu realmente queria visualizar é seus sentimentos reais e angústias, como observamos nos cachorros ao abanar o rabo demonstrando animação. A vida seria mais simples se soubéssemos o que as pessoas pensam sobre você. Já errei demais por não ter essa capacidade, ultimamente ando apenas errando e a única previsão que tenho é que vou errar ainda muitas vezes até acertar... isso, claro, se acertar...
Após essa "filosofia de botiquim" vou tomar meus florais de Bach e pensar em algo melhor pra escrever
sábado, 20 de junho de 2009
Jornalistas diplomados já!
Bom, ressurgindo com o blog... Eu sou obrigado a escrever sobre os principais sentimentos dos jornalistas (de verdade) nesse momento: vergonha, indignação, revolta...Não dá para acreditar na desvalorização dos profissionais da comunicação no mercado brasileiro. Com 8 votos a 1 (de Marco Aurélio de Mello, que defendeu a Lei de Imprensa, entre outras coisas que sou contrário), o elitista STF decidiu que o diploma de jornalista não é mais obrigatório para exercer a profissão... Isso com fins obviamente lucrativos, já que "qualquer um" podendo exercer o jornalismo, a mão de obra barata e não-diplomada estará disponível no mercado.
O pseudo-jornalista não-diplomado Cacau Menezes comemorou em sua coluna social de sexta-feira no DC como se tivesse vencido uma guerra, dizendo absurdos como: "o choro é livre", "como foi bom ter visto os inimigos chorando por um diploma" e "os cães ladram mas a caravana passa", portanto ignoremos esse sujeito que defende apenas seu próprio interesse. Jornalistas de verdade e pessoas com discernimento, por sua vez, tem opiniões mais interessantes e sensatas. Prefiro ler comentários como o de Moacir Pereira, no mesmo jornal DC de sexta-feira, que crítica a decisão com termos como: "qualquer analfabeto pode exercer a profissão de jornalista" e "é um retrocesso inconcebível do supremo aprovar isso". Como diz o Zé Dassilva: "agora, ser jornalista, é igual a ser Presidente da república. Não precisa de diploma."
Já foi um parto a corte decidir abolir a retrógrada e hipócrita Lei de Imprensa, na ativa desde 1969. Agora a mesma corte decide tirar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo no fatídico dia de 30/04/2009, com Gilmar Mendes desdenhando da profissão do jornalista, considerada por mim essencial para o desenvolvimento de uma sociedade. Queremos apenas que justiça seja feita e nosso diploma seja obrigatório. Teremos que protestar por um direito que já era nosso?
Acredito que a comunicação social em si (incluindo publicidade e cinema) é um ramo profissional sério, e deve ser tratada como tal... Não é qualquer um que vai ver o mundo com o olhar jornalístico. Portanto essa decisão do STF é uma piada de mau gosto. Os jornalistas brasileiros estão de luto.
Mas nem tudo está perdido. As empresas sérias, que sabem da importância do jornalista e acham válido o investimento nesse setor, irão cobrar o diploma. Esse é o nosso diferencial. A nossa experiência na faculdade e o nosso aprendizado é algo que o STF nunca irá nos tirar.
Você se arriscaria a contratar alguém sem diploma, inexperiente e com um custo menor ou contrataria uma mão de obra com formação acadêmica?
domingo, 5 de abril de 2009
Pink Floyd - The Wall
We don't need no education...Esse pode ser considerado um dos musicais mais conceituais, inteligentes e loucos que já fizeram (é raro um filme musical prestar), Bob Geldof teve uma atuação exemplar num filme psicodélico e detalhado como este, regado à muito rock progressivo e mensagens subliminares. O filme conta a história de Pink, um garoto que perde o pai na segunda guerra mundial, é abusado na escola pelo autoritarismo do professor e tem poucos amigos, se torna um roqueiro que ao se divorciar entra num mundo de drogas e rebeldia, tentando até cometer suicídio. Cenas geniais como a da escola, das crianças indo para o moedor, das animações (como a das flores), cenas que criticam o nazi-fascismo (como a do grupo "hammer", na qual ele imagina ser um líder neo-nazista durante uma alucinação provocada pelas drogas).
O filme, na verdade, é uma espécie de autobiografia camuflada de Roger Waters (que perdeu o pai na Segunda Guerra) e Syd Barret (abusos com droga e esgotamento mental), a história é contada na maior parte pelas imagens e pela trilha sonora, o filme quase não possuí diálogos.
Uma pena que os musicais não tenham uma qualidade semelhante, na sua grande maioria, realmente uma obra para se pensar e viajar...
15 anos sem Kurt
Bom, para tirar um pouco de teias de aranha e poeira do blog vou publicar algo que eu acho interessante, hoje completaram-se 15 anos da morte do saudoso Kurt Cobain, ídolo grunge e ótimo músico. Assisti novamente o documentário as últimas 48 horas de Kurt Cobain (pela metade pois perdi o inicio) e acho interessante as teorias conspiratórias em torno de sua misteriosa morte, dizem as "más" línguas que ele havia tanta droga no sangue que não teria forças em para apertar o gatilho e a carta de suicidio, além de ser muito suspeita (leia no link http://www.geocities.com/nirvanaportugal/carta.htm), ela muda de caligrafia no meio. Fora que havia um sujeito que disse ser contratado por Courtney para assassinar Kurt que morreu uma semana depois desse depoimento, vejam só, atropelado por um trem...o que faz muitos fãs órfãos crerem que Courtney era mandante do suposto assassinato. Esse caso me lembra, cômicamente, o caso Sid Vicious e Nancy (Sid foi acusado de matar Nancy e pouco depois morreu de overdose). Está ai mais uma teoria conspiratória sobre o mundo musical que eu tanto gosto e Kurt ainda é um grande idolo que me ajudou a ver a música com outros olhos quando eu era uma criança ingênua e "amusicada"
sexta-feira, 6 de março de 2009
In Cold Blood - analise
Bem, como um bom jornalista e observador, eu fiquei intrigado com a história de "A Sangue Frio" de Truman Capote.Assisti dois filmes sobre a história , "Confidencial" e "Capote" (que se diferem entre si e nenhum dos dois são totalmente de acordo com o livro, mas "Capote" é mais confiável, "Confidencial" parece uma caricatura exagerada do livro e de seu próprio autor), mas não assisti o "In Cold Blood" que foi o primeiro filme sobre o assunto, infelizmente. A história do brutal assassinato da família Clutter me intrigou do começo ao fim, é inegável que Capote sabe escrever já que o livro consegue prender a atenção contando uma história diferente, que Capote levou seis anos para escrever pois necessitava de um desfecho (que acabou sendo o enforcamento dos assassinos Perry Edward Smith e Richard "Dick" Eugene Hickock). Agora, algumas coisas me intrigaram, primeiramente Capote criou um novo estilo literário chamado de romance não-ficcional, o que chocou na época pois o romance literário é uma ficção por si só, o que gera um paradoxo. Segundo, o fato de Capote não ser um jornalista e sim um escritor, exageram emocionalmente as suas histórias, talvez façam crer que ele "romantizou" o assassino Perry Smith por ele sentir uma certa paixão por ele. Terceiro, como confiar na credibilidade de alguém que se diz ter uma "memória fotográfica", não utilizando de anotações para auxiliar na escrita de seu livro?
Apesar dos pesares, o livro é muito bom e eu recomendo que não só os jornalistas mas os interessados em um bom romance criminal leiam a obra do conturbado Capote.
Obs: fotos da família Clutter acima e abaixo o momento da captura dos crim
inosos Dick e Perry, respectivamente.
Bem...é difícil mas vamos ao assunto
Então caros leitores, hoje estou inspirado para falar mais sobre mim (coisa que eu não costumo fazer). Eu estou estudando jornalismo na Unisul e tenho sérios problemas para exercer essa tal da "comunicação social", apesar de me achar um bom escritor e um bom crítico, tenho alguns problemas de dicção e sou uma pessoa muito tímida e reservada, ás vezes até depressiva e "anti-social". Sempre tive o mesmo grupinho de colégas no meu colégio antigo (talvez por não ir com a cara dos outros ou não gostar de muitos amigos e festas das quais eu certamente vou me excluir). O que me prejudica mais nessa faculdade é o fato de eu, simplesmente, me sentir constrangido pelo fato de que eu sou um jornalista tímido (o que pode ser visto como uma total atrocidade ou um paradoxo) que não sabe falar em público. Bom, você pode se perguntar "por que diabos então eu optei por uma carreira jornalística?"
Bom, eu acho que eu não escolhi o jornalismo, acho que foi o contrário...o jornalismo me escolheu. Você talvez não compreenda, mas é simples assim. Espero que meus problemas de timidez não me afundem numa caminhada tortuosa e sim me dê a chance de ser um bom profissional, mesmo com essa imensa dificuldade.
Bom, eu acho que eu não escolhi o jornalismo, acho que foi o contrário...o jornalismo me escolheu. Você talvez não compreenda, mas é simples assim. Espero que meus problemas de timidez não me afundem numa caminhada tortuosa e sim me dê a chance de ser um bom profissional, mesmo com essa imensa dificuldade.
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