domingo, 5 de abril de 2009

Pink Floyd - The Wall

We don't need no education...

Esse pode ser considerado um dos musicais mais conceituais, inteligentes e loucos que já fizeram (é raro um filme musical prestar), Bob Geldof teve uma atuação exemplar num filme psicodélico e detalhado como este, regado à muito rock progressivo e mensagens subliminares. O filme conta a história de Pink, um garoto que perde o pai na segunda guerra mundial, é abusado na escola pelo autoritarismo do professor e tem poucos amigos, se torna um roqueiro que ao se divorciar entra num mundo de drogas e rebeldia, tentando até cometer suicídio. Cenas geniais como a da escola, das crianças indo para o moedor, das animações (como a das flores), cenas que criticam o nazi-fascismo (como a do grupo "hammer", na qual ele imagina ser um líder neo-nazista durante uma alucinação provocada pelas drogas).
O filme, na verdade, é uma espécie de autobiografia camuflada de Roger Waters (que perdeu o pai na Segunda Guerra) e Syd Barret (abusos com droga e esgotamento mental), a história é contada na maior parte pelas imagens e pela trilha sonora, o filme quase não possuí diálogos.
Uma pena que os musicais não tenham uma qualidade semelhante, na sua grande maioria, realmente uma obra para se pensar e viajar...

15 anos sem Kurt

Bom, para tirar um pouco de teias de aranha e poeira do blog vou publicar algo que eu acho interessante, hoje completaram-se 15 anos da morte do saudoso Kurt Cobain, ídolo grunge e ótimo músico. Assisti novamente o documentário as últimas 48 horas de Kurt Cobain (pela metade pois perdi o inicio) e acho interessante as teorias conspiratórias em torno de sua misteriosa morte, dizem as "más" línguas que ele havia tanta droga no sangue que não teria forças em para apertar o gatilho e a carta de suicidio, além de ser muito suspeita (leia no link http://www.geocities.com/nirvanaportugal/carta.htm), ela muda de caligrafia no meio. Fora que havia um sujeito que disse ser contratado por Courtney para assassinar Kurt que morreu uma semana depois desse depoimento, vejam só, atropelado por um trem...o que faz muitos fãs órfãos crerem que Courtney era mandante do suposto assassinato. Esse caso me lembra, cômicamente, o caso Sid Vicious e Nancy (Sid foi acusado de matar Nancy e pouco depois morreu de overdose). Está ai mais uma teoria conspiratória sobre o mundo musical que eu tanto gosto e Kurt ainda é um grande idolo que me ajudou a ver a música com outros olhos quando eu era uma criança ingênua e "amusicada"

sexta-feira, 6 de março de 2009

In Cold Blood - analise

Bem, como um bom jornalista e observador, eu fiquei intrigado com a história de "A Sangue Frio" de Truman Capote.

Assisti dois filmes sobre a história , "Confidencial" e "Capote" (que se diferem entre si e nenhum dos dois são totalmente de acordo com o livro, mas "Capote" é mais confiável, "Confidencial" parece uma caricatura exagerada do livro e de seu próprio autor), mas não assisti o "In Cold Blood" que foi o primeiro filme sobre o assunto, infelizmente. A história do brutal assassinato da família Clutter me intrigou do começo ao fim, é inegável que Capote sabe escrever já que o livro consegue prender a atenção contando uma história diferente, que Capote levou seis anos para escrever pois necessitava de um desfecho (que acabou sendo o enforcamento dos assassinos Perry Edward Smith e Richard "Dick" Eugene Hickock). Agora, algumas coisas me intrigaram, primeiramente Capote criou um novo estilo literário chamado de romance não-ficcional, o que chocou na época pois o romance literário é uma ficção por si só, o que gera um paradoxo. Segundo, o fato de Capote não ser um jornalista e sim um escritor, exageram emocionalmente as suas histórias, talvez façam crer que ele "romantizou" o assassino Perry Smith por ele sentir uma certa paixão por ele. Terceiro, como confiar na credibilidade de alguém que se diz ter uma "memória fotográfica", não utilizando de anotações para auxiliar na escrita de seu livro?

Apesar dos pesares, o livro é muito bom e eu recomendo que não só os jornalistas mas os interessados em um bom romance criminal leiam a obra do conturbado Capote.
Obs: fotos da família Clutter acima e abaixo o momento da captura dos criminosos Dick e Perry, respectivamente.

Bem...é difícil mas vamos ao assunto

Então caros leitores, hoje estou inspirado para falar mais sobre mim (coisa que eu não costumo fazer). Eu estou estudando jornalismo na Unisul e tenho sérios problemas para exercer essa tal da "comunicação social", apesar de me achar um bom escritor e um bom crítico, tenho alguns problemas de dicção e sou uma pessoa muito tímida e reservada, ás vezes até depressiva e "anti-social". Sempre tive o mesmo grupinho de colégas no meu colégio antigo (talvez por não ir com a cara dos outros ou não gostar de muitos amigos e festas das quais eu certamente vou me excluir). O que me prejudica mais nessa faculdade é o fato de eu, simplesmente, me sentir constrangido pelo fato de que eu sou um jornalista tímido (o que pode ser visto como uma total atrocidade ou um paradoxo) que não sabe falar em público. Bom, você pode se perguntar "por que diabos então eu optei por uma carreira jornalística?"
Bom, eu acho que eu não escolhi o jornalismo, acho que foi o contrário...o jornalismo me escolheu. Você talvez não compreenda, mas é simples assim. Espero que meus problemas de timidez não me afundem numa caminhada tortuosa e sim me dê a chance de ser um bom profissional, mesmo com essa imensa dificuldade.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Faith no More voltou!

Sim, uma das bandas mais loucas, divertidas, estranhas, extravagantes, alternativas e digo mais, revolucionárias dos anos noventa anuncia seu retorno para o delírio de muitos fãs (inclusive o meu)...e melhor, com o vocalista Mike Patton.

Pra quem não conhece o Faith no More iniciou com Chuck Mosley nos vocais (que gravou o primeiro cd com a banda, intitulado "We care a lot",até que o mesmo fora demitido, após muitos testes um sujeito chamado Mike Patton foi nomeado o lead singer do FNM. O sucesso surgiu com o álbum intitulado "The Real Thing" que estourou principalmente com um video clipe chamado "Epic", um clipe totalmente bizarro e "fora dos padrões" que tem um fantástico final de um peixe morrendo. A banda foi "revolucionária musicalmente" após misturar o rock tradicional, com rap, música eletrônica, heavy metal, funk, thrash, etc.

O auge da esquizofrenia da banda surgiu em 92, ao gravarem um cd coom uma capa muito bonita chamada "Angel Dust", passando por refrões completamente insanos como em "Midlife Crisis", músicas com linhas alucinantes de guitarra e até solos de contra-baixo como na genial "Kindergarten", gritarias estridentes em "Malpractice" e covers como a instrumental "Midnight Cowboy" de John Barry e a balada "Easy" de Lionel Richie, com um timbre de voz incrível de Patton, para finalizar...mas o guitarrista original decidiu abandonar a banda para se tornar um dos maiores produtores de abóboras do mundo (???), a após constantes brigas entre os membros, com a instabilidade na definição do novo guitarrista e a enorme quantidade de projetos paralelos experimentais de Patton, a banda se dissipou em 98. Dois outros álbuns foram lançados entre "Angel Dust" e o fim da banda...os barulhentos "King for a Day" e "Album of the Year".

Mike Patton continuou a utilizar seu talento músical em projetos como "Tomahawk", "Mr.Bungle" (só arranjos experimentais) e, mais recentemente, "Peeping Tom", no qual ele canta com várias participações especiais, como da brasileirissima Bebel Gilberto na sensacional "Caipirinha". Mesmo com esse repertório os fãs sentiram saudades da banda antiga (com Patton), quem iria se esquecer da banda que foi considerada uma das melhores no "Rock n' Rio 2", mesmo com destaque para bandas de metal e para o "Guns n' Roses" em pleno auge, ou do show em Mogi das Cruzes-SP em que Mike Patton bebeu uma garrafa de "urina" atirada pela platéia. Bem, eu não vivi essa fase pois era apeas uma criança mas é justamente por isso que expresso minha felicidade de ter de volta essa banda que aprendi a gostar apenas após o seu término. Bem vindos de volta.

Link com a volta oficial da banda:
http://www.fnm.com/news/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Zeitgeist

Zeitgeist é uma expressão de origem alemã que significa algo como "o espírito do tempo", mas também é um grande documentário estadounidense que trata de um tema bastante interessante para os curiosos de plantão: teorias conspiratórias através do tempo!

O filme é dividido em três longas partes:
Primeira parte: The Greatest Story Ever Told (A maior história já contada)
Fala sobre religiões (como o cristianismo vem sendo copiado de outras religiões e da astrologia egípcia, por exemplo) e astrologia (como o movimento do Sol e das outras estrelas deram início à religiões consideradas "pagãs")

Segunda parte: All The World's A Stage (O mundo inteiro é um palco)
O foco aí é mais recente e fruto de diversas teorias conspiratórias: os ataques de 11 de setembro, essa parte sugere que as torres gêmeas do WTC foram uma sabotagem do próprio governo estadounidense para iludir a população dando razões para a invasão ao Iraque (fora as ligações entre as famílias Bush - Bin Laden, que são apresentadas)

Terceira parte: Don't Mind The Men Behind The Curtain (Não se importem com os homens atrás da cortina)
Denuncia a corrupção no banco central dos EUA através dos tempos que são "escondidas(considerando a sede de poder dos banqueiros) e os lucros obtidos com as guerras e massacres.

Link do filme completo (2h 02 min e 15 seg/ legendado)
http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906

os interessados não podem deixar de assistir

Recomendação músical: novo cd do Mastodon

Pra quem gosta de um Hard Rock bem pegado, um Math metal barulhento e inteligente
baixe e ouça bem, Crack the Skye, álbum novo do Mastodon...sem palavras pra descrever essa obra!

links:

http://www.megaupload.com/?d=RH3RGZHD
ou
http://www.mediafire.com/download.php?j3ym2nwwuxn